O Traço, Traçado no Peito
Busquei nas letras
Minha forma de caminhar...
Encontrei nos versos,
Minha semeadura,
Meu traço, traçado no meu peito,
A divina comédia humana!
No Jardim busquei
A fórmula para escrever...
Nos poemas, encontrei,
Minhas estrofes contundentes,
Meu Desenho, pintado na alma,
A dádiva dos homens de bem!
Busquei no coração
A herança de luz...
Encontrei nos sentimentos,
A bússola de outrora, minhas,
Muitas primaveras ainda por vir,
O dom estreitando laços!
Auber Fioravante Júnior
Quatro Estações
Gira,
Gira rodas dos ventos
Traz-me as pétalas aveludadas,
Com elas quero moldar a flor
Deixando-a entre teus cômodos
Orvalhando, imprimindo no ventre
A essência do âmago apaixonado!
Dança,
Dança corpo delgado,
Contrai-te em ardores sublimes
Neles quero navegar em águas profundas,
Semeando na pele o espectro,
O segredo do verso insano
Fruto do teu seio amante!
Canta,
Canta boca suculenta,
Abre-te em beijos e canções,
Dela quero todos os acordes
Que levam à sedução, ao crime perfeito,
Ocasionando n’alma lírica,
Cúmplice de todo desejo!
Desliza,
Desliza lágrima de amor,
Percorre este planeta Vênus,
Quero o brilho e o perfume
Do relevo, dos sóis, das luas
Exalando-se em ensejos idílicos,
Mistérios da luz no gozo da vida!
Auber Fioravante Júnior
O Amor em Dueto
Verso,
Versado,
Seda de amar!
Lua cheia,
Céu em prata,
Arte, magia, um universo
Criando-se ao simples tocar,
Ao falar silencioso do olhar,
Minha embriaguez,
O pólen cultivando o mel!
Na taça, bolinhas,
Rosas vermelhas,
Coração, fetiche, uma galáxia
Abrindo-se em leque ao aproximar
Dos lábios, do torpor mostrando-se
Em meigos gemidos,
O sabor da paixão!
O corpo despido,
Mosaico azul,
Alma, melancolia, uma alvorada
Brotando-se em feitiços
Conjugados à flor da pele,
Flores no desabrochar da primavera,
Quimeras em sedução!
Vida,
Musa,
Poeta,
O poema escrito
Pelo amor que chegou e ficou
Nos laços e abraços,
Nos ósculos, na poesia de amar!
Auber Fioravante Júnior
Saudade
Num pedaço de papel,
Me deixo levar por meus rabiscos,
Por vezes insanos, pecaminosos,
Cheios das cenas entre as veredas
Tentadoras do teu corpo!
Sobre a mesa,
Levo-me pela gota deslizante na face,
Leve como o carmim, doce como a seda,
Instigante ao meu estro,
Sublime ao teu ensejo!
Pela tinta,
Me lanço as palavras do eremita,
Desenhando em avessos
O êxtase, o tarô aberto ao tempo,
Trazendo a saudade do beijo molhado!
Adentrando pelas letras,
Vejo-me nas entrelinhas,
Na sede do sentimento
Grafado nas areias, nas pedras,
Meu destino entre pôr e o amanhecer,
Um poeta sonhando o amor!
Auber Fioravante Júnior
Um Canto de Solidão
Embriaguez,
Folhas dançando pelo vento,
A herança do sentimento
Fazendo-se estrela guia
Do pranto que se abre em dor,
Em confissões!
Nuances,
Nuvens revelando o azul
Lilás de um templo sagrado,
Expondo-se em tons sinceros
Do orvalho sobre a flor,
Refletindo a luz nua e crua!
Mar,
Ondas invadindo o crepúsculo
Deixando na areia, além de pegadas,
O verso úmido, sensível,
Um pescador de sonhos
Erguendo castelos e quimeras
De amor e saudade!
Auber Fioravante Júnior
Sentimentos
Sob a alvura
Desponta a estrela,
A primeira dentre tantas
Escrevendo-te, na verdade,
Bordando nas entrelinhas
A luminária em rosa-flor,
O bolero em refrões,
Emoção!
O girassol
Aponta para o crepúsculo,
Mostrando-te em céus,
Esculpindo-te, sinceramente,
Abrindo caminhos pelas montanhas,
O divagar em ardores,
O tango em bordões,
Paixão!
Na janela
A rainha da noite
Espera-te plena e alva,
Desenhando-te, com o dom da palavra,
Ecoando sentimentos entre almas,
O Raio em sedução,
A valsa em estribilhos,
Amor!
Auber Fioravante Júnior
A Borboleta Voltando ao Jardim
Pelo chão,
pétalas de uma chuva de verão,
sob o céu,
teu cachecol dá cor ao fundo perolado,
desenha firmamentos,
enfeita minha fisionomia,
com arte, paixão e ventura!
No calar dos ventos,
tua voz ganha forma,
uma borboleta voltando ao jardim
ontem regado, hoje aflorando
na sensibilidade, recitando aromas,
vestindo-te de primavera
pelas estradas que Deus
plantou em teu coração!
Enquanto rola o cristal,
o encanto do teu corpo
deixa-me em êxtase,
trazendo-te em talhas singulares,
águas de um cálice
alforriando o pecado,
emoldurando o momento,
abrindo um leque para o amor!
Pela meia luz,
o murmurar de uma brisa de emoção,
sob as nuvens,
teu brilho me conduz ao poema,
reabre as cortinas,
em minha alma escreve mais um ato
com sedução, meiguice e desejos!
Auber Fioravante Junior
Anoitecer de um Poema
A tarde se foi!
meu pranto já se faz presente
deixando-me mais uma vez
entre a porta e o silêncio.
Não consigo esconder
meus escombros deixados
a beira do caminho,
afinal não vivemos só flores.
quero que cada pingo traga
a sua veracidade,
e a vontade de plantar mais um sonho
buscando em cada olhar de capitu
um sincero sorriso!
Não consigo esconder
minhas fraquezas
delas tiro a força
para remar a favor da lágrima
que canta meu devaneio,
ligando meus elos
a lavoura de prazeres
que a vida nos brinda
no anoitecer de cada poema!
A noite já brilha!
meu pranto
já escreveu sua mensagem
deixando-me mais uma vez
entre palavra
e um céu de pensamentos!
Auber Fioravante Junior
Brisa da Alegria
Uma corrente de saltimbancos
descorre nas ilhas da magia
a arte de usar a estrada como morada
em uma simplicidade única,
tudo por um
sorriso infantil!
O circo voador está nas ruas
com seus picadeiros encantados,
translúcidos aos apelos da alma dançante
em cada brilho do olhar inocente,
tudo por um
aplauso sincero!
É como voltar ao passado
e ouvir o realejo do coração,
lançando a sorte
nas mãos dos ilusionistas
para que tirarem de suas cartolas
o amanhã dos madrigais!
Debaixo das grandes lonas
a vida se repete em singelos gestos
desafiando o espaço em malabares
contemporâneos incorporados à emoção,
tudo por um
momento de felicidade!
E lá se vai a fantasia que se faz verdade
em corpos ardentes em contar suas
histórias traçadas nos trapézios e
na brincadeira dos saltadores palhaços
que fazem do amor a arte de viver
a brisa da alegria!
Auber Fioravante Junior
Tarô de Sentimentos
Mais uma vez,
ao som do aço dourado
embarco nesta via de
sentido duplo, divagando
como um visionário, resgatando
em versos a voz desse ancião
amigo do vento,
irmão das grafias,
pai em dias de chuva,
pai em noites de breu!
Mais uma vez,
estou em seus braços,
navegando em seus lamentos,
matizando esse poema, entregue
neste papel cor giz, colar
perolado no peito, luz desse
velho guardião do tempo,
tarô aberto aos olhos do céu!
Mais uma vez,
ao som do aço dourado
abrem-se as nuvens,
e sua voz torna-se
estrela brilhante, o
beijo de todo sentimento!
Auber Fioravante Junior
Novelo de Palavras
Ainda não sei quantas pétalas cristalinas vão brotar
Em meus olhos, salientando minha viagem por este novelo
De imagens e sensações amigas ou sem aquele sol de verão.
É um trevo de vias com sentido duplo. Minha intuição
Torna-se um nada ao encarar certas matizes oferecidas
Pelo criador e pelas criaturas que completam meu vital poetar,
Tracejado com carinho, afeto e muito amor.
Não sei o quanto valem minhas palavras neste retalho
Sem cor e sem perfume, em que tento esboçar minhas fraquezas
E minhas verdades e dar um novo colorido a alguns momentos
Com gosto de água e outros com o sabor da fruta divina.
Não sei o quanto valem minhas lágrimas que nascem em meus
Delírios poéticos, geralmente acalantados por luas e estrelas
Deste meu oriente por vezes vinculado a verbos declamados
Em ventos desgarrados de frases feitas ou refrões sem rima.
Ainda não sei qual o próximo passo, mas seja ele qual for
Vou dá-lo com coragem e simplicidade, tendo a certeza de
Que amanhã o sol ou a chuva estarão ali a minha e a sua espera
Sem medos ou aflições, apenas vida.
Auber Fioravante Junior
Pequena Bailarina
Olhos marejados,
palavras soltando-se
ao vento, entre as mãos
a simbologia da vida, vista
em poesia, meigos traços
deixados pelos botequins,
tu, e teus contemporâneos
giros sob os violinos!
Ah! Pequena bailarina,
venha solte-se em aquarelas,
deixe teus lenços desenharem
pelo espaço, a sabedoria
dos olhares, o romantismo
das rosas na imensidão!
Ah! Pequena bailarina,
dance pelo bailes do cálice,
esvoace pelo salão, criando
nas escalas, belas alvuras
germinado pelo coração
a sapiência dos toques,
a paixão dos canteiros
em combustão!
Ah! pequena bailarina,
venha rodando em teus fados,
deixe tuas saias moldarem
pelo amor, o fervor
das sombras, o êxtase
das capelas em sofreguidão!
Auber Fioravante Junior
Rosa dos Ventos
Das quinta’s,
dos quintana’s,
dos quintanai’s,
ouço o realejo dos sonhos,
aromatizando meu verso,
matizando meu avesso,
enfim redigindo meu poema
com a voz da rosa dos ventos,
que não se cansa de lançar
nas claves do olhar,
estrofes incisivas,
entrelinhas contundentes,
aplicando no desejo o
esplendor de escrever
o que diz a paixão em sua
forma e cor!
Dos viní’s,
dos viniciu’s ,
dos vinancianu’s,
ouço o violão dos tempos,
navegando em meus pensamentos,
desenhando minhas palavras,
enfim idealizando minha poesia
com a voz dos astros,
que não se cansam de lançar
nas claves do coração,
mistérios da alma,
luzes de uma linda ribalta,
refletindo no desejo a
simplicidade de poetar
o que diz o amor em suas
flores, tons e as cores
do então arco-íris do destino!
Auber Fioravante Junior
Sou Poeta ou Instrumento?
Curtas lembranças ilustram o diário,
colorindo os dias
e abrandando as sólitas noites
do amor que nasceram de um sorriso!
Enquanto
caminhantes da ampulheta
ditam para escrivaninhas futuristas
a nova carta de Pandora,
uma leve nuvem surge
em meu ambiente!
Que estranha magia é esta
que movimenta minha escrita
ingênua, por vezes, inovadora?
Que estranha melancolia é esta
que edifica o cio da terra em
sementes vindouras,
encantadas com ternas vaidades
oriundas de uma voz sedosa, instigante?
Que estranha sensação é esta
que me faz detalhar em metáforas
vidas e amores reais
nascidos em frases ecléticas
expostas em talhas brancas
de uma tarde qualquer?
Que estranha beleza é esta
que dança em bares da vida
difundindo maestrias vocais
entrelaçando mãos
em sinal de paz e amor?
Que estranha ilusão é esta
que teima em livrar-me
da tristeza tardia esculpida
em pequenos pecados.
procedente de um cálice
de poucas regras e muitas idolatrias?
Que estranha sabedoria
repentina é esta
que me acolheu como amigo
e cicatriza minhas feridas
entoadas sempre em dó maior?
Que estranha dor é esta
que rege o meu comportamento
sem dilacerar meu ocidente?
Por um momento, hipócrita, resisto
em acreditar que posso e devo
ser feliz!
Que estranho momento é este
que insiste em articular verbetes
sem divisões expressivas,
diluindo minha solidão em pó?
Será isto uma anomalia, um dom?
não sei dizer,
só sei que sou um instrumento
que lamenta
em paredes finas vindas
da árvore verde dos novos tempos!
Ou será a sua energia que
roda em meu elemento “ar”,
ativando meu alimento mental
em linhas do meu pranto
que acobertam
meu segundo escolhido pelo vento?
Não sei mais o que dizer
só sei escrever!
Auber Fioravante Junior
Sublime Poema
É noite parda em meu sonhar
Sobre meu leito marfim
descrevo teu seio em morangos.
Do teu respirar o divino esplendor
no corpo que transluz em bandolins
o canto do albatroz!
Velo tua madorna
Em brandas nuvens
Onde canalizo
Seu gosto alcalino de ser!
Despida em carinho
Acolho-me ao seu peito
Acalantando luz e sedução
Escrevendo o sublime poema
Da madrugada inspirada
Em pura fascinação!
Auber Fioravante Junior
Trincheiras da Vida
- Não sei dizer onde estou
Ou porque estou aqui...
Claro que uso sua escrita simples
Para aplicar meus conceitos.
- Não se culpe de nada
Apenas aproveite o momento e seja feliz...
Não consigo mais me esconder
Em trincheiras de concreto
Minha carta esta sendo escrita
Em castelos escoceses livres
Prontas para pecarem em
Qualquer ala que desfilarem...
Pelas ruas não encontro cascalhos
Para decorar meu aquário de ilusões...
Não entendo onde estava
Quando perdi o rumo em
sentidos implícitos esquecendo
que entre paredes e flores existia
Uma vida a ser vivida e amada...
Não oculto minhas questões,
O que fazia enquanto eu
Amava a fruta que seria
de um quase terceiro,
bastava um sim para
as gêmeas se encontrarem...
Nas avenidas não encontro
Gás para o meu isqueiro de sonhos...
Minha musa está há dias luz de mim
Porque tenho que passar por quinzenas
Adormecidas para descobrir a felicidade?
Que sabor de mata verde é este
Que entranha em minha poesia.?
Mostre-me onde esta meu pecado
Quero pedir perdão junto ao pão
dos meus dias...
Mostre-me onde está meu pecado
Quero pedir perdão junto ao vinho
das minhas noites...
Mostre-me o caminho
Não exitárei em buscá-lo
Seja ele de pedra
Seja ele de brisa....
Onde quer me levar com este
Encontro praticamente diário?
- Não posso dizer
Seu momento está apenas começando continue
Jogando seus dados mas com prudência...
Auber Fioravante Junior
Um Solo ao Anoitecer
Está na sua hora,
chora velha guitarra,
encanta-me em suas
escalas intermináveis,
carregando em cada nota
um lamento, fragmentando
a tristeza, e abrindo caminho
para persistência e a vontade
de sonhar, arremessando
a rede em mares, onde a
esperança renova-se a cada
onda que chega à areia, destruindo
velhos castelos, e exaltando
nas pedras a próxima vela
a ser iluminada,
por mais um solo,
por mais um acorde!
Eh velha guitarra,
derrama teu solo
dirigindo sua notas
ao meu peito,
dilacerando a dor,
sucumbindo rancores, e
arrancando dos calabouços da alma
tudo que não tem cor,
replantando em cada canteiro
um verso aveludado no amor!
Auber Fioravante Junior
Auber Fioravante - Bem falar de mim... Meu nome é Auber fioravante Júnior, nascido e criado
em Porto Alegre – RS, “ em 14/04/1962”, a capital de todos os gaúchos, sou designe gráfico fiz 4 semestres de desenho Industrial na Ulbra – RS e poeta desde novembro de 2004.
Tenho um lado espiritual sempre em evolução, carrego Isto em minhas poesias com muito romantismo, sutileza na sensualidade, e uma vontade enorme de crescer em todos os âmbitos, mostrando-me na maioria dos versos em metáforas ensinadas por meu mestre Laury Maciel, homem, que me trouxe ao mundo das letras e ao mundo dos poemas.
Sou uma pessoa simples que luta para ser feliz usando minha arma mais poderosa o Carinho, além disso sou um poeta que escreve o que diz o coração sem receios ou medos. Costumo dizer que, “ Poesia não se lê com os olhos, e sim com o coração”.






















































